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SUAS CAPACIDADES

Processamento de imagens

 

"Você é um gênio criativo. Seu gênio criativo é tão completo que ele parece, para você e para os outros, algo que se realiza sem esforço. No entanto, ele supera todos os esforços mais valorosos dos mais velozes supercomputadores atuais. Par invocá-lo, você só precisa abrir seus olhos" (Donald D. Hoffman)

 

No livro Inteligência Visual - Como Criamos o que Vemos, Donald D. Hoffman demonstra toda a complexidade de ver. Ele parte do princípio de que, se uma imagem tem duas dimensões, altura e largura, e é captada na retina, cujo tecido fotossensível também tem duas dimensões, então a imagem no olho tem infinitas interpretações possíveis em 3D. Toda a tridimensionalidade que vemos é construída a partir de imagens de duas dimensões, e isto exige a aplicação de várias regras (mais de 30) para interpretar adequadamente as imagens percebidas. As imagens 3D que vemos, para resumir, são o resultado de imenso e intenso processamento inteligente de imagens, que ocupa quase metade do córtex cerebral. Este espaço é pequeno para fazer jus ao livro; como uma experiência simples, veja exemplos de como seu sistema visual constrói algo que não está lá (a faixa azul e o círculo vermelho - um fotômetro nada indica nos espaços vazios).

A capacidade de construir o mundo com base em frações de imagens percebidas é uma faísca dos recursos de que você dispõe para processar imagens. Também de olhos fechados nossa capacidade de processar imagens é fenomenal. Por exemplo, e só para começar, feche os olhos; note que sabe onde está e onde estão vários objetos do ambiente. A partir de lembranças, você constrói todo um mundo interior. Agora "queira" ver o que está em outro cômodo próximo: na mesma hora você acessa as imagens. Agora faça de conta que está na Lua; ôpa, já está lá!

 A partir do momento em que temos sensores para luz (os olhos, claro) é natural termos processos internos para tratar as imagens resultantes dessa percepção. Processamos as imagens internas para vários propósitos: lembrar, fantasiar, criar, planejar, projetar o futuro, enfim, viver. E tudo isto também é complexo, embora nossas capacidades inatas tornem tudo quase sempre fácil.

Vamos experimentar algumas habilidades básicas. Primeiro, imagine um objeto geométrico simples, como um círculo. Faça mentalmente modificações nesse objeto:

- Mude a cor da circunferência.

- Mude a cor interna.

(Esclarecimento: você não precisa "tentar" fazer o que é pedido, o ato de compreender o que está sendo pedido já faz acontecer!)

- Faça o círculo girar num sentido e noutro.

- Aumente e reduza o tamanho do círculo.

- Mova o círculo para baixo e para cima, para a esquerda e para direita, para mais longe e para mais perto.

- Distorça o círculo, transformando-o em uma elipse, depois em uma esfera

Agora, pegue uma lembrança emocionalmente neutra: um sapato, uma cadeira. Faça o mesmo que fez para o objeto geométrico, uma operação de cada vez. Varie também o brilho, faça a imagem ficar em preto-e-branco, depois ponha cores novamente. Chegue o sapato bem perto do nariz e observe se há algum cheiro...

Você deve ter notado que as imagens internas são semelhantes a filmes. Quando se lembra de algo, tipicamente vê um filme passando na sua mente. Lembre-se por exemplo de uma situação bem agradável que vivenciou. 

Há outras capacidades correlatas. Uma delas é a habilidade de repetir um trecho de lembrança várias vezes. Lembra-se daquela vez em que sentiu vergonha por algo que fez? Talvez não se lembre é de ter ficado passando no cinema interno o mesmo filme chato tantas vezes... O mesmo vale para episódios legais, como uma boa jogada que fizemos (ficar repetindo tais filmes é uma boa estratégia para alimentar nosso ego...). Outra habilidade é a combinação de imagens vistas em algo novo. Por exemplo, imagine-se com o cabelo espetado. Imagine um jacaré comendo um tomate bem grande. Você pode também distorcer trechos de imagens: imagine uma pessoa dentuça e torne seus dentes ainda mais salientes. Sua capacidade de processar imagens é tão fantástica que, se quiser, pode imaginar que está em outro tempo e em outro lugar de uma forma tão realística que até pode reagir como se fosse tudo real.

Assim como na TV, as imagens e filmes internos têm um conteúdo (o que está representado: coisas, objetos) e uma estrutura (como está representado: posição, cor, distância, brilho). Quando você imagina algo, o algo está em uma certa posição no seu campo mental, tem ou não cores, está longe ou perto. Já está demonstrado que muito do que sentimos está mais relacionado à estrutura do que ao conteúdo. Para comprovar isto, lembre-se de algo medianamente desagradável. Experimente variar a estrutura da representação: mais e menos brilho, cor e preto e branco, mais ou menos perto. Para algumas pessoas a distância e o brilho fazem grande diferença, enquanto que para outras a cor e o foco é que predominam. Tente desfocar uma lembrança incômoda e verifique se para você faz diferença. Agora, se quiser ficar assustado (eu fiquei), feche os olhos e imagine que as paredes do ambiente estão entortando ou derretendo!

A linguagem que as pessoas usam reflete em geral a estrutura que estão adotando internamente. Quando alguém diz ter um "futuro brilhante", por exemplo, quando diz que "deu um branco" ou "não vejo uma saída" ou ainda "Fulano tem uma aura", está descrevendo literalmente sua experiência interna. Você já teve, por exemplo, uma "queda de expectativa"? Ou terá sido uma "quebra"? Esse tipo de descrição não é metáfora.

Qual é a utilidade desses conhecimentos? Podemos resumir as aplicações práticas com uma palavra: auto-liderança. Sabendo que reage à estrutura e não ao conteúdo das imagens, você pode intencionalmente alterar a sua formatação para sentir com mais ou menos intensidade, conforme o caso. Você pode aumentar o brilho do seu futuro, para se motivar mais. Uma pessoa pode produzir internamente imagens horríveis e com aparência de reais, como após ver um filme de terror eficiente. Ao invés de descrever o que está passando como "medo", ela pode descobrir quais imagens está gerando internamente e intervir nelas para aliviar ou eliminar a reação.  Para esquecer algo, a pessoa pode apagar as imagens das lembranças, embora isto possa prejudicar o aprendizado. Às vezes efetuar uma mudança duradoura pode requerer estratégias mais elaboradas, como as da Programação Neuro-lingüística (PNL). 

Se você gostou deste tema, e para ter uma idéia ainda melhor de como as imagens internas nos afetam e das possibilidades de obter resultados lidando com elas, veja as matérias da seção Inteligência Emocional. Uma capacidade é um poder, e um poder, assim como uma faca, pode ser mais ou menos bem usado.

Virgílio Vasconcelos Vilela

Imagens do site de Donald D. Hoffman. Veja mais ilusões e experimente suas variações em http://aris.ss.uci.edu/cogsci/personnel/hoffman/vi6.html

Este artigo foi enriquecido por meio da Técnica do estímulo aleatório

Veja também:

Criatividade: Nikola Tesla

Seção Inteligência emocional

Possibilimagens:

- Surpresas visuais

- Ilusões de ótica

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